Recém-escolhido líder do Republicanos na Câmara dos Deputados, sucedendo ao deputado Gilberto Abramo (MG), o pernambucano Augusto Coutinho tem pela frente desafios gigantes em se tratando de pautas polêmicas no Congresso em ano eleitoral. “É um ano importante, um ano de eleição, em que o partido tem temas fundamentais para o nosso crescimento”, diz.
Segundo ele, o partido, que hoje tem uma bancada com 46 deputados, pode chegar a 60 após as eleições de outubro. Em Pernambuco, o líder confirmou o alinhamento do Republicanos ao projeto político do prefeito do Recife, João Campos (PSB), pré-candidato ao governo do estado. “A gente vem apoiando o governo do prefeito João Campos desde a sua primeira eleição, em 2020. O Republicanos deu apoio a João e depois fez parte do governo”, declarou Coutinho.
De acordo com Coutinho, o partido está inserido nesse projeto e defende participação direta na chapa majoritária. Dentro dessa composição, a legenda pleiteia a vaga ao Senado, indicando o ministro Sílvio Costa Filho. Para Coutinho, Silvio reúne credenciais políticas e administrativas para o cargo. “A gente tem um excelente candidato, um ministro diferenciado no governo do presidente Lula (PT), que trouxe muitas ações para Pernambuco, e queremos esse assento na chapa majoritária, capitaneada pelo prefeito João Campos”, afirmou.
No plano nacional, Coutinho destacou seu papel como relator do projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos e buscou afastar temores do setor. “De forma alguma o projeto vai prejudicar as plataformas. O que a gente quer é formalizar esse trabalho sem vínculo empregatício, mas com direitos”, disse. Segundo ele, a proposta pretende tornar mais clara e equilibrada a relação entre empresas e trabalhadores. “Hoje essa relação é completamente desleal e obscura. Precisamos garantir segurança jurídica à empresa e ao trabalhador, que precisa ter previdência”, afirmou, lembrando que mais de 2,2 milhões de pessoas dependem dessas atividades no país.
Por fim, o novo líder avaliou que o Congresso atua em um ambiente político marcado por crises e forte polarização. Para ele, o desafio é manter equilíbrio e responsabilidade para que pautas relevantes avancem. Coutinho criticou a lógica do “ou é um lado ou é o outro” e defendeu um debate mais racional. Segundo o deputado, enfrentar os temas nacionais “sem paixão e mais com razão” é essencial para reduzir a polarização que, em sua avaliação, “não é boa para o Brasil”.





