O advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas e que integra a defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ao lado de Guilherme Siguimori, declarou à Revista Fórum que “não há motivo algum” para se pedir a prisão do filho do presidente Lula (PT).
Matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, na coluna de Mônica Bergamo, diz que há uma divisão na Polícia Federal quanto à possibilidade de pedir a prisão de Fábio Luís Lula da Silva e que, por conta disso, há “um elevado clima de tensão em Brasília”.
Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, há uma divisão na PF: um grupo que tem trânsito no gabinete do ministro do STF André Mendonça, que defende a ideia de pedir a prisão de Lulinha; e outro grupo que diz que um pedido de prisão só pode ser feito com provas concretas e que não seria o caso do filho do presidente Lula.
A apuração conduzida pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Sem Desconto, chegou ao nome de Lulinha a partir de conexões identificadas com um lobista investigado no esquema — conhecido como Careca do INSS — e também com uma empresária que mantém proximidade com o filho do presidente.
Apesar das menções no curso das investigações, Lulinha não foi indiciado. Ainda assim, seus sigilos bancário, fiscal e telemático foram quebrados por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Polícia Federal. A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada no Congresso Nacional, também aprovou medidas semelhantes.
Para o advogado Marco Aurélio de Carvalho, o que deveria ser pedido neste momento é o arquivamento do inquérito:
“Não há motivo algum, absolutamente nenhum motivo que pudesse justificar nem ao menos a quebra de sigilo, que dirá uma prisão.
A quebra de sigilo acabou servindo como uma espécie de certificado de idoneidade. Ficou comprovado que ele não tem relação direta ou indireta com nenhum dos fatos que estão sendo apurados no bojo da CPMI do INSS. Nenhuma relação, absolutamente nenhuma relação. Portanto, o que se espera não é o pedido de prisão, mas o pedido de arquivamento do inquérito.”
Nada ilegal: Quebra de sigilo de Lulinha não revela depósitos do Careca do INSS
Após meses de uma agitação histérica alimentada por toneladas de fake news e um espetáculo de suspeições infundadas, os dados reais finalmente soterraram a narrativa do escândalo cíclico e permanente de uma das figuras mais perseguidas da história política do Brasil. A quebra do sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), aprovada pela CPMI do INSS, resultou num desfecho já conhecido em outros episódios da última década e meia: rigorosamente nada foi encontrado. O exame minucioso das contas revelou uma movimentação financeira absolutamente compatível com sua atuação como empresário, com todas as entradas e saídas devidamente declaradas e justificadas, sem qualquer rastro de ilicitude.
Os números, que serviram de munição para o alarmismo da oposição, mostram-se, sob a luz dos fatos, apenas uma chancela de regularidade. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2025, a movimentação de R$ 19,5 milhões, composta por R$ 9,774 milhões em créditos e R$ 9,758 milhões em débitos, reflete a dinâmica natural de suas empresas, a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia. Mais do que isso, a investigação fulminou a tese central da acusação: não existe um único centavo recebido de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A tentativa de ligar o filho do presidente da República a desvios na previdência social revelou-se um vazio jurídico e ético, expondo a ausência gritante de elementos que sustentassem a quebra de sigilo.
Transparência e origens legítimas
A análise detalhada aponta que a maior parte do fluxo financeiro advém de rendimentos de investimentos e operações entre as próprias empresas de Fábio Luís, que atuam em setores de tecnologia e consultoria. Até mesmo as transferências feitas pelo presidente Lula, que somam R$ 721,3 mil, possuem lastro claro: tratam-se de adiantamento de legítima, um mecanismo banal e simples de antecipação de herança. Há ainda devolução de custos arcados pelo filho durante o período em que o pai esteve preso ilegalmente em Curitiba e empréstimos à L.I.L.S. Palestras. Da mesma forma, os pagamentos aos ex-sócios Jonas Suassuna e Kalil Bittar (R$ 704 mil e R$ 750 mil, respectivamente) são transações lícitas e proporcionais ao histórico societário da extinta Gamecorp.
Por fim, o que se vê no meio de tanta gritaria foi apenas mais um ciclo de perseguição que ignora a realidade contábil em nome do desgaste político. Mais uma vez, o uso de instrumentos de investigação para fins de espetacularização falhou diante da legalidade dos fatos. Se o objetivo era encontrar o “elo perdido” de um crime, a montanha não pariu sequer um rato; pariu apenas a confirmação de que a vida financeira de Fábio Luís está, há quinze anos, sem irregularidade alguma com o fisco.





