A homologação da federação entre o Progressistas (PP) e o União Brasil (UB) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marca a criação da chamada União Progressista, que, segundo o deputado federal Eduardo da Fonte, nasce como a maior força política do país. Em entrevista à Folha de Pernambuco, o parlamentar destacou a relevância do momento. “O dia de hoje é um dia muito importante politicamente no estado de Pernambuco e no Brasil, onde nasce oficialmente a maior federação partidária do Brasil”, afirmou.
De acordo com Da Fonte, a nova federação reúne 106 deputados federais e 15 senadores, além de concentrar o maior tempo de televisão e o maior fundo eleitoral. Em Pernambuco, ele projeta uma bancada expressiva, com mais de dez deputados estaduais e cinco federais atualmente, além da expectativa de eleger até 17 parlamentares estaduais e oito federais em 2026. “Ela nasce com muita força política e com um grande compromisso com Pernambuco e com o Brasil, de fazer entregas importantes”, disse.
No cenário estadual, o deputado indicou que a federação deverá buscar unidade interna para definição de candidaturas majoritárias, incluindo a disputa ao Senado. Entre os nomes colocados estão o próprio Eduardo da Fonte, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, além de outras lideranças do grupo. “Vamos fazer uma construção para somar, um projeto importante para Pernambuco”, declarou, ressaltando que a escolha será fruto de consenso entre os integrantes.
Sobre a relação com Miguel Coelho, Da Fonte afirmou que o entendimento é natural dentro do processo político e que a prioridade será apresentar um projeto unificado. “Esse projeto pode ser o deputado Eduardo da Fonte, pode ser Miguel Coelho, pode ser outros quadros da federação”, pontuou, reforçando a necessidade de união para fortalecer o grupo no estado.
Em relação ao governo estadual, a tendência, segundo o parlamentar, é de manutenção do apoio à governadora Raquel Lyra. “A tendência é essa, com muita tranquilidade. Nós fazemos parte da base de sustentação da governadora desde o início do seu mandato”, afirmou. Ele acrescentou que a decisão final será construída coletivamente, mas destacou o histórico de alinhamento da federação com a gestão estadual, indicando apoio à reeleição em 2026.





