O prefeito do Recife e pré-candidato a governador, João Campos (PSB), confirmou, nesta segunda-feira (30), que iniciará uma série de agendas pelo interior de Pernambuco logo após deixar o comando da capital. Sua saída da gestão municipal está programada para a próxima quinta-feira (2).
João terá compromissos no Agreste e no Sertão, entre a sexta-feira (3) e a segunda-feira (6). A primeira parada será em Brejo da Madre de Deus, n onde acompanhará a tradicional Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. Apesar da confirmação das agendas no interior, João confirmou que estará na posse de Victor Marques como novo prefeito do Recife, na segunda-feira. Os demais destinos ainda não foram detalhados.
“A partir de sexta eu já estou no interior. […] Nesse primeiro momento no Agreste e depois no Sertão. Como eu disse, eu vou andar o estado todo. No domingo venho para Recife e na segunda vou pro interior novamente”, afirmou João, após evento de lançamento de pacote de ações da Guarda Municipal.
O anúncio das agendas reforça uma estratégia de interiorização de João já nos primeiros movimentos após deixar a gestão municipal.
João já havia antecipado a ideia de percorrer o estado no último sábado, durante evento do Partido dos Trabalhadores (PT). Na ocasião, o prefeito destacou que pretende percorrer todas as regiões do Estado e afirmou que levará o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a todos os municípios pernambucanos.
“Nós vamos fazer a campanha do presidente Lula em todas as cidades do estado do Pernambuco. […] A Frente Popular vai estar presente em todas as cidades e estará de forma unida e inegociável com o palanque do presidente Lula”, afirmou João, em discurso no último sábado.
João reforça apoio a Lula e alfineta Raquel Lyra: “Não ando em cima do muro”
Durante a coletiva, João também reforçou o alinhamento político com o presidente Lula e fez questão de marcar posição no cenário nacional, em meio à movimentação de partidos adversários em Pernambuco.
“Eu posso afirmar que eu vou votar em Lula, que eu apoio Lula, e o meu partido, o PSB, apoiará Lula. Eu não tenho dois lados, eu não ando em cima do muro, eu tenho posição”, declarou.
Sem citar diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária no Estado, João indicou que cada grupo político deverá assumir publicamente seu posicionamento para a disputa presidencial. O PSD, partido comandado por Raquel em Pernambuco – anunciou, nesta segunda-feira, a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à presidência da República.
“Eu imagino que quem é filiado a um partido e que um candidato se lança por esse partido, a pessoa vota no candidato do seu partido. A minha posição é clara desde que assumi a presidência nacional do PSB”, completou.
João também foi questionado sobre a ausência de três deputados estaduais do PT no evento que oficializou o apoio à sua pré-candidatura, João minimizou qualquer sinal de divisão interna na legenda aliada. João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim estão na base da governadora Raquel Lyra na Alepe e estavam entre os petistas que defendiam um alinhamento com a chefe do Executivo estadual.
“Não significa nada negativo. Pelo que me consta, 86% do diretório votou de forma favorável. A aliança foi aprovada na instância que decide, que é o diretório do partido. Agora é um processo natural de construção, de trazer quem votou e também os filiados”, disse.
Defesa de Alckmin e articulação nacional
Na condição de presidente nacional do PSB, João Campos também reforçou a defesa da manutenção de Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa de Lula em 2026, tratando o tema como prioridade da legenda.
“A gente reafirma que é uma prioridade para o partido ter Alckmin na vice-presidência. Pelo que ele fez e pelo que desempenha, é um grande vice-presidente. É muito difícil encontrar no Brasil alguém com maior capacidade para exercer essa função”, afirmou.
Segundo ele, a expectativa do PSB é de que Alckmin seja novamente escolhido para compor a chapa e, posteriormente, reeleito como vice-presidente.





