O vereador do Recife Thiago Medina (PL) avaliou que o eleitorado de direita está desacobertado em Pernambuco para as eleições deste ano. Em entrevista à Rádio Folha 96,7 FM nesta quinta-feira (2), o parlamentar declarou que nenhum dos principais candidatos ao governo do estado, o então prefeito do Recife, João Campos (PSB), e a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), representam as propostas e os valores do campo político da direita.
Nesse cenário, Medina explica que esses eleitores precisarão escolher pela chapa que não seja inteiramente de esquerda.
“Acredito que nenhum dos dois representa a direita, João Campos nem Raquel Lyra, longe disso”, afirmou Thiago Medina, que analisa que uma solução para os pernambucanos que se identificam com a direita será votar de maneira contundente nos candidatos ao Senado Federal.
O Partido Libera é presidida em Pernambuco pelo pré-candidato a senador Anderson Ferreira. Ele não descarta os diálogos com a chefe do Executivo estadual para compor seu grupo político, mas esclarece que o PL só estará no palanque e na chapa majoritária de Raquel Lyra caso ela defenda a direita e se posicione em favor desse setor.
“O PL tem que ter um candidato aqui ao Senado, ainda mais para trazer o Flávio Bolsonaro para cá e fazer campanha para ele. Se for na chapa de Raquel, show. Se for sozinho (candidatura avulsa), tem que ir também, porque tem gente para votar e fazer um candidato de direita aqui em Pernambuco”, argumentou o vereador Thiago Medina.
Apesar do PL ainda não ter consolidado os rumos em relação ao governo do estado, o parlamentar defende seu voto para Raquel Lyra.
O vereador também reforçou que a chapa de João Campos se firma sobre o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e traz o senador Humberto Costa (PT) e a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) para compor seu grupo. Por isso, o eleitor de direita não tem condições de apoiar Campos.
Em contrapartida, a gestora estadual Raquel Lyra não reafirma o chamado “lulismo”, e traz como possibilidade para sua chapa o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), que tem um histórico familiar voltado para a direita e para o “bolsonarismo”, mesmo que tenha apoiado anteriormente a candidatura de João Campos.
Medina lamenta o fato do deputado federal Túlio Gadêlha (Rede) também ser cotado para integrar o grupo da governadora, mas avalia que ela apresenta uma chapa “menos pior”.
“A gente vai para o lado menos pior. E o menos pior nesse caso, com certeza, é Miguel”, confirma o vereador, que se coloca como pré-candidato a deputado federal.





