
O presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, afirmou nesta quarta-feira (4) que a candidatura de João Campos (PSB) ao governo de Pernambuco é “irreversível”. Até o momento, o prefeito do Recife não confirmou que disputará o cargo, apesar dos rumores.
“O prefeito João Campos, é irreversível [a candidatura dele]. Ele é o pré-candidato do PSB. A militância do partido quer isso e, mais do que a militância, as pesquisas mostram que a população de Pernambuco deseja que ele seja candidato pela sua capacidade de entrega, pela sua forma de gerenciar”, disse, em entrevista à Rádio Cultura do Nordeste.
Desde 2025, João Campos é questionado de forma recorrente sobre uma possível candidatura ao governo do Estado, mas publicamente sempre evitou dar uma resposta direta.
Até pouco tempo, também circulava nos bastidores da prefeitura a avaliação de que ele poderia desistir de disputar a eleição caso a governadora Raquel Lyra (PSD), que tentará a reeleição, apresentasse forte crescimento nas pesquisas de intenção de voto. Nesse cenário, aliados viam a disputa deixar de ser considerada segura para se transformar em uma aposta de alto risco.
Agora, como já havia apontado Igor Maciel, na coluna Cena Política, deste Jornal do Commercio, no último dia 28, a leitura é de que João Campos já teria optado por concorrer, encerrando as especulações sobre recuo. “Ele não tem mais como recuar”, comentou uma fonte da coluna.
Para viabilizar a candidatura, Campos precisará deixar o comando da prefeitura até o início de abril, cumprindo o prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral.
Na entrevista desta quarta-feira, Sileno Guedes avaliou que João reúne um grupo com quadros considerados de alto nível para uma eventual definição de nomes que venham a compor a chapa.
O grupo conta com nomes de diferentes regiões do estado para dispuar o Senado, como o do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), do senador Humberto Costa (PT), da ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) e do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil).
Em contrapartida, Guedes apontou que o cenário é distinto na oposição, ainda que não tenha citado o nome da governadora Raquel Lyra.


