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Com Ratinho fora do páreo, Kassab anuncia esta semana o substituto

Com Ratinho fora do páreo, Kassab anuncia esta semana o substituto

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, não esmoreceu sua disposição de levar o partido a oferecer ao País uma alternativa presidencial na terceira via. Esta semana, deve anunciar o pré-candidato. Decidirá entre os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. 

Sua maior aposta era o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que jogou a toalha. A renúncia ao projeto nacional de Ratinho partiu de pedidos da família, que quis evitar a exposição intrínseca à campanha presidencial, e também teve nuances políticas locais como fator adicional. 

A filiação ao PL de Sergio Moro, ex-juiz da Lava-Jato que concorrerá ao Palácio Iguaçu pela sigla de Flávio Bolsonaro, fez Ratinho temer dois baques: a derrota do PSD na eleição estadual e um desempenho ruim dele próprio no Paraná na disputa pelo Planalto. 

Encontrar o chefe do Executivo na sede do governo, no Centro Cívico de Curitiba, era tarefa árdua no último mês. Foram muitas as viagens a São Paulo e Brasília voltadas para a construção da candidatura. Todos sabiam que o paranaense despontava como o favorito do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. 

Anunciá-lo era pura questão de tempo. Até que, na manhã da última segunda, o telefone do dirigente tocou, e Ratinho o surpreendeu com a notícia. Antes de falar com Kassab, o agora ex-presidenciável comunicou a decisão a alguns políticos de seu núcleo duro, como Guto Silva, secretário de Cidades, e Marcio Nunes, de Agricultura. 

Depois, participou de um almoço com mais de 30 deputados e nada falou sobre o recuo, que seria tornado público horas depois. Apesar de ter mais de 80% de aprovação no governo, Ratinho percebeu que Moro ameaçava a vitória do candidato apoiado por ele, ainda indefinido. A fim de controlar mais o processo sucessório, vai continuar à frente da gestão até o fim do ano. 

Na projeção nacional, o medo era acabar tendo um desempenho exíguo até entre os paranaenses, dado que Flávio poderia se beneficiar do “voto útil” da direita. 

A escolha pela desistência, que abriu espaço para Ronaldo Caiado no PSD Eduardo Leite corre por fora , foi um movimento discreto, centrado no seio familiar. 

Quando o governador havia decidido encarar a eleição, o pai abraçou o projeto, a despeito da preocupação com as implicações trazidas pela visibilidade da campanha. Na hora da verdade, repensou. 

Na véspera da decisão, Ratinho tinha se reunido com aliados e até com o marqueteiro, e tudo parecia normal. Projetaram a empreitada eleitoral sem sinais de recuo. Foi à noite, em casa, que o pai e a família deram o ultimato. O apresentador reforçou a apreensão quanto à lupa que seria colocada em cima dos negócios familiares, hoje um império que transcende o mundo das comunicações, e também com questões pessoais que usariam contra eles. Indicou ainda que a eleição seria agressiva e que o bolsonarismo o acusaria de dividir a direita.

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