A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), afirmou que a viagem do empresário a Portugal ao lado do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teve caráter pontual e não possui qualquer relação com o esquema de fraudes investigado no INSS. Segundo os advogados, o deslocamento ocorreu em novembro de 2024 com o objetivo específico de apresentar uma fábrica de produtos à base de canabidiol, sem que houvesse desdobramentos comerciais ou vínculos posteriores.
Ainda de acordo com a defesa, Lulinha mantém residência fixa em Madri, onde vive com a família desde 2024, e não pretende retornar ao Brasil sem que haja convocação formal das autoridades. O advogado Marco Aurélio de Carvalho sustenta que seu cliente está à disposição para prestar esclarecimentos, mas ressalta que não há motivo para antecipar o retorno, destacando que todas as acusações vêm sendo tecnicamente rebatidas.
Os representantes legais também argumentam que o empresário já se prontificou a apresentar suas movimentações financeiras antes mesmo de qualquer pedido de quebra de sigilo, reforçando que não há indícios de ligação entre suas contas e as irregularidades investigadas. A estratégia da defesa é demonstrar transparência e afastar suspeitas de envolvimento com o esquema.
Apesar disso, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem, nos bastidores, que Lulinha antecipe sua volta ao Brasil. A avaliação é de que a presença do empresário no país poderia reduzir desgastes políticos e evitar que a oposição explore o caso durante o período eleitoral.
Além do retorno, interlocutores do governo também consideram importante que Lulinha se manifeste publicamente para apresentar sua versão dos fatos. A orientação do presidente, segundo relatos, é que o filho colabore com as investigações e preste todos os esclarecimentos necessários, enquanto o caso segue sendo acompanhado com preocupação no Palácio do Planalto.





