Um encontro entre Marília Arraes (PDT) e o ministro Silvio Costa Filho (Republicanos), que aconteceu nesta terça-feira (10), em Brasília, acendeu um alerta na política local sobre um novo laço a ser sustentado nas eleições deste ano. Tanto Silvinho quanto Marília buscam garantir vaga para a disputa pelo Senado em seus respectivos partidos, mas ainda enfrentam dificuldades para
“Conversamos sobre o momento de Pernambuco e do Brasil. Vamos juntos fortalecer o time de Lula”, comentou o ministro, em publicação nas redes sociais.
Além de sinalizar alinhamento com o governo Lula (PT), que também visa à reeleição em 2026, a dupla envolvendo Silvio e Marília lança a possibilidade de uma possível eventual composição da chapa de Raquel Lyra (PSD), que esteve com o ministro na última semana em Basília, mas ainda não avançou em nenhuma aproximação com Marília, que já garantiu não voltar atrás na candidatura, podendo inclusive concorrer de forma avulsa.
Reuniões recentes envolvendo o ministro e a governadora abriram espaço para a aproximação do político à campanha de reeleição da candidata do PSD em Pernambuco. Apesar do cenário, o próprio ministro falou – em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal – em uma decisão ainda a ser tomada pelo Republicanos, junto ao presidente Lula.
Ao mesmo tempo, Silvio tem mostrado afastamento da chapa de João Campos (PSB). No último final de semana, Silvio Costa Filho anunciou em nota que não existiria “qualquer possibilidade” dele compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador de João, ressaltando o objetivo de disputar o Senado ao lado de Lula e da decisão que o presidente da República tomar. No Estado, no entanto, Lula ainda deixa em aberto a possibilidade de manter dois palanques.
Marília só quer o senado
A situação de Marília, por outro lado, tem sido mais nebulosa, já que ela dividiu palanque com João Campos em diversas oportunidades, junto ao próprio Silvinho. Ao selar a ida ao PDT, que será oficializada no dia 12 de março, a ex-deputada ainda deseja seguir no palanque de João Campos, mas pode acabar esbarrando numa chapa envolvendo Humberto Costa (PT), esse praticamente certo em estar ao lado do socialista, e Eduardo da Fonte (PP), nome que tem surgido forte nos bastidores para também compor a chapa do prefeito do Recife.
Mesmo sem espaço ao lado de João, Marília pode ir para a disputa ao Senado de forma independente, sem apoiar nenhum dos lados. O diálogo com Raquel Lyra, ainda sim, não tem sido descartado.





