A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, neste domingo 1º, uma série de atos pelo País contra o governo federal e os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
O escândalo do Banco Master é um dos motes da convocação. Em São Paulo, a manifestação ocorreu na avenida Paulista, na altura do Masp.
Esta é a primeira aparição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um evento do tipo desde o lançamento de sua pré-candidatura à Presidência.
Políticos de Pernambuco participaram do ato. Em vídeo nas redes sociais, o deputado Coronel Meira afirmou: “Acorda, Brasil! Estamos aqui na Paulista, é a arrancada para a grande vitória do nosso presidente Flávio Bolsonaro”.
O pré-candidato ao Senado e presidente do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, destacou a participação de membros do partido no encontro. “Aqui está o time de Pernambuco, o time do PL unido para fazer a diferença na Avenida Paulista. Simbora mudar Pernambuco e o Brasil”, disse.
Também participaram nomes como o deputado federal André Ferreira, o deputado federal Pastor Eurico, o deputado estadual Abimael Santos, o vereador do Recife Fred Ferreira, o vereador de Caruaru Silvio Nascimento, além de Gilson Machado que deixou o PL e recentemente se filiou ao Podemos.
Partido Liberal
A manifestação ocorre em meio a turbulências no PL entre o grupo ligado aos irmãos Bolsonaro e a ala mais próxima a Nikolas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O pastor Silas Malafaia compareceu ao evento, mas não esteve à frente da organização, como vinha ocorrendo nos últimos atos da direita na capital paulista. A organização da passeata foi herdada pelo deputado estadual Tomé Abduch, do Movimento Nas Ruas.
Ao contrário dos protestos bolsonaristas do ano passado, a defesa do ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, não esteve entre os motes da convocação, por mais que apoiadores tenham levado cartazes pedindo a liberdade de Bolsonaro.
A oposição usou os desdobramentos do caso Master contra o STF e o governo federal. As fraudes do banco liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central vêm proporcionando desdobramentos que acertaram cheio a mais alta Corte do País.
Reportagem do Estadão, por exemplo, mostrou a ligação de um empreendimento de familiares de Dias Toffoli com fundos ligados ao Master, enquanto o jornal O Globo revelou um contrato de R$ 129 milhões entre o banco e o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, Viviane Barci.





