À frente do Podemos no Estado, o ex-prefeito de Paudalho Marcelo Gouveia conseguiu estruturar uma chapa proporcional que entra na disputa com densidade eleitoral. Entre dirigentes partidários e parlamentares, a leitura já circula sem rodeios: o partido vai apresentar uma das chapas mais fortes da eleição e despontar entre as que elegerão mais deputados para a Assembleia Legislativa e para a Câmara Federal.
A construção não foi improvisada. Gouveia assumiu pessoalmente a montagem da nominata e estabeleceu um critério que virou assunto entre os próprios pré-candidatos: só entra na chapa quem demonstrar potencial de votação entre 30 mil e 35 mil votos. O filtro já produziu efeitos. Um deputado com mandato acabou ficando de fora durante as conversas internas. A estratégia foi montar um grupo equilibrado, evitando a tradicional disputa desigual que costuma comprometer chapas proporcionais.
O resultado começa a aparecer na lista de nomes que aderiram ao projeto. Estão no grupo Gustavo Gouveia, Luciano Duque e Fabrício Ferraz, que deixam o Solidariedade, além dos deputados Wanderson Florêncio e Edson Vieira. Bolsonaristas, ex-ministro Gilson Machado e o seu filho, o vereador Gilson Machado Filho, também estão no projeto, após abandonarem o PL. Essa semana o partido ainda deve receber mais um deputado estadual de mandato; Joel da Harpa é dado como certo na sigla e a filiação deve acontecer até a próxima sexta.
Internamente, a meta é eleger oito a nove deputados estaduais e até seis federais. A conta, que no início parecia ousada, passou a ser tratada com naturalidade entre aliados e observadores da cena política. Se a engrenagem funcionar como está desenhada, o Podemos tende a sair das urnas como um dos novos polos de força da política pernambucana, no movimento que tem em Marcelo Gouveia o principal articulador.





