A ex-deputada federal Marília Arraes (Solidariedade), pré-candidata ao Senado por Pernambuco nas eleições de outubro, afirmou que ainda não é o momento de se colocar formalmente como candidata, mas avaliou que não pode descartar o desempenho registrado na pesquisa Datafolha da última sexta-feira (6).
No levantamento, Marília liderou com folga quatro cenários da disputa pelo Senado no estado, à frente de todos os demais concorrentes testados.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta segunda-feira (9), Marília ponderou que, apesar de não considerar adequado antecipar movimentos eleitorais, o resultado da pesquisa indica reconhecimento popular e respaldo às posições que vem defendendo.
“Diante do cenário que está posto, não vou dizer a você que não sou candidata de forma alguma, até porque, como a pesquisa mostrou, sempre que coloca o nosso nome a gente é lembrado, as pessoas demonstram confiança nos posicionamentos que eu tenho. Então isso é importante para a gente mostrar que a gente não está simplesmente se colocando, mas que o povo de Pernambuco está nos chamando para uma disputa, e eu me coloco sempre à disposição dos chamados do nosso povo”, afirmou.
A pré-candidata reforçou que apoiará o prefeito do Recife, João Campos (PSB), na disputa pelo Governo de Pernambuco, e estará ao lado do presidente Lula, independentemente da composição final da chapa da qual venha a participar.
A fala ocorre em meio a um cenário de ampla disputa por espaços na chapa majoritária de João Campos. Além de Marília, são citados como possíveis nomes o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos); o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil); e o senador Humberto Costa (PT), que buscará a reeleição. A presença de tantos nomes, a depender da articulação nacional do PSB, poderia reduzir o espaço para Marília na chapa.
Nos bastidores, também circula a informação de que a ex-deputada pode deixar o Solidariedade e migrar para o PDT, disputando a eleição pelo novo partido mesmo sem uma chapa completa ao governo estadual. Ainda assim, Marília afirmou que seu posicionamento político está definido.
“Eu tenho candidato a governador que se chama João Campos e tenho candidato a presidente que se chama Lula. É assim que eu me posiciono, não tem por que ficar barganhando. Tem muita gente que está por aí preocupada somente consigo mesma e barganhando espaço no lado A ou B”, disse.
Ela acrescentou que mantém diálogo constante com o prefeito do Recife e defendeu que a condução do processo eleitoral cabe ao candidato ao governo, em articulação com o presidente da República.
“Eu tenho lado, eu tenho posição e sempre converso com João Campos, essa relação está bastante alinhada, e a gente vai conduzir esse processo da melhor maneira. Claro que ele é quem deve ser o condutor, pois é o candidato ao governo, mas ele, junto com o presidente Lula, vai ter que fazer todos os cálculos necessários para que o projeto seja vitorioso. Esse é um projeto de todos nós. Essa é a contribuição que eu puder dar, sem dúvida alguma, darei para que a gente tenha o máximo de harmonia no nosso grupo”, completou.
Marília também enviou um recado a outros pré-candidatos que orbitam a chapa de João Campos, ainda que sem citar nomes, ao criticar movimentos antecipados na disputa pelo Senado.
“Num cargo como o Senado a gente não tem que ter o papel de estar complicando, porque tem muita gente que está sendo candidata de si mesma e complicando toda a questão, principalmente pressionando o candidato a governador, que nem ele próprio confirmou se se colocou como candidato a governador. Então, não acho que ninguém tenha que estar se colocando no momento como candidato ou candidata ao Senado”, afirmou.





