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No dia de homenagem a Lula na Sapucaí, Nikolas Ferreira convoca ato para 1º de março

No dia de homenagem a Lula na Sapucaí, Nikolas Ferreira convoca ato para 1º de março

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo, neste domingo (15), em suas redes sociais, convocando a população a participar de um ato contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e os ministros Alexandre de Moraes e Dias ToffoliA mobilização, chamada de “Acorda Brasil” está marcada para o dia 1º de março, em todo o país.

A publicação ocorre momentos antes do início do desfile das escolas de samba do Grupo Especial. A escola Acadêmicos de Niterói vai homenagear o presidente Lula com um enredo que aborda sua trajetória política e pessoal.

O líder petista acompanha o desfile no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

No vídeo, que já ultrapassa 323 mil curtidas no Instagram até a publicação desta matéria, o parlamentar afirma que a mensagem é direcionada aos brasileiros que, segundo ele, estão insatisfeitos com a situação do país. “Em 2022, a esquerda voltou ao poder com o lema ‘união e pacificação’. De lá para cá, tudo o que ela fez foi o contrário. Foi divisão e guerra, nas palavras do próprio Lula. E aí eu te pergunto: quem tem pagado essa conta?”, afirma Nikolas.

Na sequência, ele diz que os impactos recaem sobre a população. “Exatamente você, que paga impostos sem ver retorno, que sofre com a insegurança na rua, com hospital precário, com educação de merda [sic], com saneamento básico pior que a Índia. Esses problemas são causados por eles, que estão guiando a nação e trazendo o Brasil para onde está hoje”, declarou.

Ainda durante a gravação, Nikolas Ferreira afirma que não importa o espectro político — esquerda, direita ou centro —, mas que, na avaliação dele, os problemas do país já ultrapassaram o limite de serem ignorados. “Se hoje eles estão destruindo o nosso país, a pauta é verdadeira, justa e necessária. E se você só vai para a rua quando é para desagradar um inimigo, por meras questões eleitorais, já não existe o certo e errado, e só a conveniência”, disse.

Segundo o deputado, essa conveniência teria levado o país à atual situação. “Quando você fica calado diante de todos esses crimes, é exatamente o que o criminoso quer da sua vítima”, afirmou.

TRF-2 nega pedido de ex-assessora de Flávio Bolsonaro

Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou o pedido de liminar apresentado por Valdenice de Oliveira Meliga, ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)para impedir o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Lula.

A decisão, assinada em plantão pelo desembargador Ricardo Perlingeiro, considerou que eventuais prejuízos alegados não são irreversíveis e que possíveis irregularidades no uso de verbas públicas podem ser apuradas posteriormente. O magistrado também citou entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que restrições à liberdade de expressão devem ser excepcionais e devidamente justificadas.

Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também negou as liminares apresentadas pelos partidos Partido Novo e Missão, que pediam o cancelamento da homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os ministros acompanharam o voto da relatora, a ministra Estela Aranha, que destacou que a legislação eleitoral proíbe pedido explícito de voto, o que não ficou caracterizado em uma análise preliminar do caso.

“Eventual ilícito, mesmo sob os contornos de abuso eleitoral, deve ser apurado posteriormente, de acordo com a legislação. Não se verifica, neste momento, elemento concreto de campanha eleitoral antecipada, nem circunstância que permita afirmar, de forma segura, a ocorrência de irregularidade”, afirmou a ministra.

Acorda Brasil: motivação

O protesto, organizado por setores da oposição ao governo federal, foi motivado pela mudança na relatoria do caso envolvendo o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), que deixou de estar sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli e passou ao ministro André Mendonça.

A alteração ocorreu em meio a questionamentos sobre possíveis vínculos entre integrantes da Corte e o empresário Daniel Vorcaro, ligado a instituição bancária. 

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