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O dilema de Silvio Costa Filho, na corrida pelo Senado

O dilema de Silvio Costa Filho, na corrida pelo Senado

Os adversários João Campos e Raquel Lyra fazem movimentos semelhantes, neste momento da campanha. Ambos estão buscando se posicionar mais ao centro político.

Isto explica as negociações de João Campos com Eduardo da Fonte e de Raquel com Silvinho.

Também explica porque Marília Arraes não pode estar na mesma chapa que Humberto Costa. Seria muito progressismo, em uma sociedade polarizada.

Historicamente, é fato, governadores em Pernambuco jamais se elegeram sem se curvar ao centro. Foi assim com Arraes, com Eduardo Campos.

Neste contexto, o ministro Silvio Costa Filho recebeu o convite para disputar o senado na chapa da governadora Raquel Lyra, mas ele tem dito a aliados que não tem nada resolvido.

Nos bastidores, aos correligionários, Silvio disse que a prioridade é a montagem da chapa federal e o diálogo com o presidente Lula.

Quem acompanha o processo político pelo site Jamildo.com sabe que Silvio não precisa resolver esta questão agora, mas apenas nas convenções, quando os partidos precisam dizer onde vão estar

Ele tem a vida mais fácil do que Marília Arraes, por exemplo. Se tudo der errado, ele está formando a chapa pelo Republicanos e pode sair candidato a deputado federal.

Já Marília Arraes está esperando que o PDT monte uma chapa, em aliança com o governo Raquel. Nos bastidores, o que se diz é que pode ter legenda para o Senado, mas ficar pendurada no pincel…

Uma das perguntas que se faz é se mantém o mesmo percentual de intenções de voto, não estando na chapa do PT, mas em um palanque conservador. Além disto, vai ter que explicar as criticas que fez a Raquel Lyra, no passado recente.

Caso aceite o convite de Raquel, Silvio Costa Filho vai trocar de posição com Eduardo da Fonte, que se aproxima de João Campos…

No caso do PSB, a conta que se faz é que Dudu, mesmo com eventuais defecções, tem mais prefeitos a oferecer do que Silvinho.

Um dos critérios é a fidelidade da base, que precisa vir junto. Os socialistas lembram que Silvio obrigou aliados a ajudarem na eleição do prefeito de Camaragibe (Diogo Cabral) e ele hoje está nos braços de Raquel.

No sentido inverso, Raquel Lyra pode apostar em dois nomes ligados a Lula para busca mitigar a imagem de uma direita mais conservadora. Lula tem ampla maioria em Pernambuco.

Os adversários acompanham e apostam que ela pode perder votos na Direita com o movimento. “Com dois nomes associados a Lula, como ficam nomes como Pastor Eurico, Anderson Ferreira, Gilson Machado? Que passam a vida criticando Lula?”

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