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Vereador Eduardo Moura denuncia ameaça de morte após episódio com gesto na Câmara do Recife; Chico Kiko nega acusação

Vereador Eduardo Moura denuncia ameaça de morte após episódio com gesto na Câmara do Recife; Chico Kiko nega acusação

O vereador Eduardo Moura (Novo) afirmou, nesta segunda-feira (23), ter sido ameaçado de morte pelo vereador Chico Kiko (PSB) após sessão na Câmara Municipal do Recife.

Em discurso na tribuna da Casa de José Mariano, Moura reiterou pedido de desculpas por um gesto que classificou como “infantil” feito em plenária anterior, mas disse que tomou providências após tomar conhecimento de supostas ameaças.

Segundo ele, o pedido de desculpas já havia sido feito por meio de nota oficial, mensagens privadas e redes sociais, mas considerou necessário formalizá-lo em plenário.

“Não é a postura que adoto nesta Casa, é a postura que sempre combato, mas que, em ato falho, cometi este erro”, declarou, estendendo as desculpas aos demais parlamentares.

Na sequência, o vereador trouxe uma nova denúncia: dois dias após a sessão, teria sido informado de que foi alvo de ameaça de morte por parte de Chico Kiko nas dependências da Câmara.

Moura afirmou que as supostas declarações teriam sido presenciadas por parlamentares como Osmar Ricardo, Felipe Alecrim, Rubem Rodrigues e Gilson Machado Filho, além de servidores da Casa.

Diante da gravidade da acusação, ele informou ter registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil de Pernambuco por ameaça e formalizado denúncia junto ao Ministério Público de Pernambuco.

O vereador também comunicou o caso à segurança institucional da Câmara e ao comando da Polícia Militar de Pernambuco, solicitando medidas para garantir sua integridade física.

Moura ainda disse ter protocolado pedido para análise do caso pela Comissão de Ética da Câmara, com base no regimento interno.

“Reconheço a necessidade de correção pelo gesto cometido, mas uma ameaça de morte tem gravidade maior e precisa ser apurada com rigor”, afirmou. Ao final, cobrou uma retratação pública do colega.

Chico Kiko nega ameaça e diz que Moura “vai ter que provar”

Em resposta, Chico Kiko afirmou que Eduardo Moura terá que provar a acusação de ameaça de morte. O parlamentar disse que ele e sua família é que teriam sido atingidos moralmente pelo gesto feito pelo colega.

Em entrevista ao Jornal do Commercio, Chico Kiko negou categoricamente a acusação. “Nunca aconteceu isso. Ele vive de redes sociais. Vai ter que provar que eu disse isso. Nunca falei isso pra ele”, declarou.

O vereador afirmou ainda que já tomou medidas legais. “Tomei as medidas cabíveis dentro da lei. Ele fica fazendo deboche, humilhando minha família. Minha mulher tem 65 anos e está constrangida, sem poder sair de casa. Agora ele dizer que soube que eu falei, tem que provar”, disse.

Segundo o parlamentar, ele registrou queixa na delegacia e acionou a Comissão de Ética da Câmara. “Fiz minha parte como cidadão e como vereador eleito para defender o povo do Recife, diferente dele que só faz macaquice”, afirmou.

Entenda o caso

A troca de acusações tem origem em um episódio ocorrido no dia 10 de fevereiro, durante sessão plenária da Câmara do Recife. Na ocasião, Eduardo Moura foi flagrado pelas câmeras da transmissão oficial fazendo um gesto de “chifres” atrás da cabeça de Chico Kiko.

O momento ocorreu enquanto o vereadorSamuel Salazar (MDB) discursava. Moura aparecia ao fundo fazendo gestos de discordância e, quando Chico Kiko se posicionou à frente, passou a fazer o sinal que popularmente é entendido como ofensa relacionada a traição conjugal.

Após o episódio, Chico Kiko registrou boletim de ocorrência e anunciou que entraria com representação no Conselho de Ética, alegando calúnia e difamação. O documento menciona que o gesto é amplamente interpretado como forma de chamar alguém de “corno”.

Em nota divulgada na época, o vereador do PSB afirmou que o gesto teria atingido sua esposa, de 65 anos, causando constrangimento familiar. Ele também acusou Moura de usar a posição no plenário para aparecer nas transmissões e debochar de parlamentares da base governista.

O momento ocorreu enquanto o vereadorSamuel Salazar (MDB) discursava. Moura aparecia ao fundo fazendo gestos de discordância e, quando Chico Kiko se posicionou à frente, passou a fazer o sinal que popularmente é entendido como ofensa relacionada a traição conjugal.

Após o episódio, Chico Kiko registrou boletim de ocorrência e anunciou que entraria com representação no Conselho de Ética, alegando calúnia e difamação. O documento menciona que o gesto é amplamente interpretado como forma de chamar alguém de “corno”.

Em nota divulgada na época, o vereador do PSB afirmou que o gesto teria atingido sua esposa, de 65 anos, causando constrangimento familiar. Ele também acusou Moura de usar a posição no plenário para aparecer nas transmissões e debochar de parlamentares da base governista.

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