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Raquel Lyra diz que Kassab deu “total liberdade” para definir posição do PSD em Pernambuco na eleição presidencial

Raquel Lyra diz que Kassab deu “total liberdade” para definir posição do PSD em Pernambuco na eleição presidencial

A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta terça-feira (7), que tem autonomia para definir os rumos do partido em Pernambuco no cenário nacional, mesmo diante da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), à Presidência da República.

Durante entrevista à Rádio Grande Rio FM, em Petrolina, Raquel — que também é presidente estadual do PSD — destacou que o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, deu “total liberdade” para conduzir as decisões locais.

“Desde o primeiro momento em que entrei no partido, o presidente Kassab nos deu total liberdade para construir o caminho que leve adiante o estado de Pernambuco, de acordo com as nossas convicções”, afirmou.

“A gente vai ter tempo de poder falar sobre isso, mas há total liberdade para que a presidência do partido, liderada por mim, possa construir o caminho que entendermos mais importante para Pernambuco neste momento, e aquilo que nos representa”, complementou.

A fala abre espaço para que o PSD em Pernambuco adote um posicionamento próprio na disputa presidencial, independentemente do encaminhamento nacional da sigla.

Raquel evita antecipar chapa, mas reconhece Miguel para o Senado

No plano estadual, a governadora — que deve disputar a reeleição — evitou antecipar definições sobre a formação da chapa majoritária em Pernambuco, indicando que o processo seguirá o calendário eleitoral.

“A confirmação e os anúncios de todas as chapas têm um tempo certo para acontecer, que é ali no mês de julho”, afirmou.

No entanto, reconheceu a pré-candidatura ao Senado do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

“Miguel, de maneira genuína e com muita legitimidade, se coloca como pré-candidato a senador da República”, disse.

A entrevista foi concedida durante agenda em Petrolina, que marca a reaproximação entre Raquel Lyra e o grupo político de Miguel Coelho, após um período de distanciamento. A governadora fez questão de destacar o apoio recebido do aliado ainda no segundo turno de 2022.

“Miguel declarou apoio em um momento muito difícil da minha vida […] Ele chega para somar e assumir espaços no nosso governo”, afirmou.

Ao longo da entrevista, Raquel Lyra reforçou o discurso de priorização da gestão em detrimento do debate eleitoral antecipado.

“Quem não está no governo vai falar sobre eleição o tempo inteiro. Nós temos a obrigação de governar e de entregar”, disse.

“Esse é o primeiro ano dos próximos cinco. Quem quiser acreditar que vamos parar para discutir eleição, está enganado. Vamos continuar acelerando”, completou.

Sinalização de autonomia no PSD em PE na corrida presidencial

A sinalização de autonomia ocorre em um momento em que o PSD em Pernambuco também se movimenta para ampliar sua presença no cenário eleitoral, sob a liderança da governadora, inclusive com articulações que dialogam com o governo federal.

Um movimento-chave nesse contexto é a chegada do deputado federal Túlio Gadêlha ao PSD, com articulação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a movimentação para disputar o Senado.

Apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Túlio já afirmou que pretende representar um palanque alinhado ao petista em Pernambuco.

No ato de filiação, ele relatou uma ligação de Rui Costa com uma sinalização de apoio do presidente.

“Rui Costa disse: ‘o presidente Lula deseja todo sucesso para você’. E pediu para dizer à governadora que ‘ela está de parabéns pelos resultados do governo’”, afirmou, na última quinta-feira (2), em Caruaru.

“Eu não tenho dúvida que o melhor para Pernambuco vai ser Lula presidente e Raquel governadora”, disse, em outro momento.

Setores do PT ligados ao presidente não descartam a convivência com mais de um palanque em Pernambuco, estratégia considerada positiva em disputas nacionais. No entanto, o partido já formalizou o apoio à pré-candidatura de João Campos (PSB) ao Governo do Estado, o que adiciona complexidade ao cenário local.

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